PRÉ-VENDA: Democracia Precária

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Organizadores: Alvaro Jarrín, Benjamin Junge, Sean T. Mitchell, Lucia Cantero e Karina Biondi
 
Sinopse: Democracia Precária examina as mudanças drásticas que o Brasil experimentou entre 2013 e 2019, com base em ricos retratos etnográficos que demonstram como essas transformações foram vividas e feitas por pessoas comuns, longe dos corredores do poder. Reunindo histórias e retratos íntimos desses brasileiros, abrangendo desde megacidades brasileiras até zonas rurais na Amazônia e no sertão, esta coletânea demonstra a importância da etnografia para compreender as mudanças sociais e políticas do país e fornece análises cruciais sobre um dos períodos mais críticos na história recente brasileira.
 
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"Democracia Precária é muito mais que uma mera coleção de capítulos. A partir de diferentes ângulos — muitos inesperados e inéditos —, este volume confronta e analisa o período de 2013 a 2019, tempo durante o qual, depois de um extenso período de estabilidade democrática, o Brasil experienciou uma reviravolta de expectativas, marcada por recessão econômica, desemprego e carestia. Escrito por antropólogos, ele mostra como toda crise apresenta várias faces e como grupos diferentes reagem de forma diversa à adversidade. A coletânea traz pistas, também, para se entender como uma aparente consolidada democracia deu passagem para um desfecho até então pouco imaginado, com a eleição de Jair Bolsonaro em novembro de 2018, e uma evidente guinada para um projeto radical de direita e de negação de direitos arduamente conquistados a partir da promulgação da Constituição Cidadã em 1988.
 Explorando diferentes ângulos que atravessam marcadores sociais como raça, etnia, geração, região, gênero, sexo e classe, este livro ajuda a refletir sobre o que “deu errado” nos últimos 30 anos de democracia no Brasil. Como é possível que, depois do fortalecimento das instituições, do aparecimento de novos agentes sociais e das melhorias na educação, estejamos vivendo este momento de regressão em nossos direitos civis, como cidadãos? Democracia Precária revisita esse filme, escolhe cenas diferentes das que as em geral contempladas e abre uma perspectiva crítica e necessária sobre esse longo processo, mas também sobre o que deixamos, efetivamente, de realizar.
 Este livro nos lembra, sobretudo, que a democracia é um projeto inconcluso, que toda democracia é imperfeita, sendo assim incompleta e “precária”. Nesse sentido, direitos sociais e civis não estão jamais, derradeiramente, ganhos. Precisam ser sempre reconquistados e ganhos, dia após dia."

 
-- Lilia Moritz Schwarcz
 
"Esta coletânea oferece etnografias ricas e teoricamente evocativas em uma gama de locais raramente reunidos em um único volume, analisando desde conflitos familiares que expõem a polarização da última década, passando pela ligação das armas de fogo com a masculinidade, até a resiliência queer e negra em meio de uma guinada para a direita na política brasileira. Os casos reunidos se centram em epistemologias feministas, anti-racistas e descoloniais e lançam uma luz única sobre o 'definhamento' do Brasil, trazendo à tona a precariedade muitas vezes subjacente aos arranjos democráticos formais, mesmo aqueles liderados pela esquerda".
 
-- Sonia E. Alvarez, co-organizadora de Beyond Civil Society: Activism, Participation, and Protest in Latin America
 
 
"Democracia Precária apresenta uma visão caleidoscópica do Brasil contemporâneo através de uma rica coleção de etnografias e uma gama de análises sobre cidadãos comuns em todo o país, examinando as múltiplas formas de como eles respondem à ascensão e consolidação política da extrema-direita nos últimos anos. É uma leitura essencial para entender o que está acontecendo no Brasil hoje".
 
-- James N. Green, autor de Além do Carnaval: A homossexualidade masculina no Brasil do século XX

Com textos de: Benjamin Junge, Jessica Jerome, Isabela Kalil, Rosana Pinheiro-Machado e Lucia Mury Scalco, Patricia de Santana Pinho, Sean T. Mitchell, Karina Biondi, John F. Collins, Lucia Cantero, David Rojas, Alexandre de Azevedo Olival e Andrezza Alves Spexoto Olival, Falina Enriquez, Moisés Kopper, Sarah LeBaron von Baeyer, LaShandra Sullivan, Carlos Eduardo Henning, Alvaro Jarrín, Melanie A. Medeiros, Patrick McCormick, Erika Schmitt e James Kale.

Sobre os organizadores: Alvaro Jarrín é professore associado de Antropologia no College of the Holy Cross. É autore de The Biopolitics of Beauty: Cosmetic Citizenship and Affective Capital in Brazil (University of California Press), que explorou os fundamentos eugênicos do pensamento raciológico entre os cirurgiões plásti­cos e as hierarquias estéticas da beleza que reforçam a desigualdade racial no Brasil. O livro foi vencedor do Marysa Navarro Book Prize de NECLAS em 2018 e ganhou uma menção honrosa para o Michelle Rosaldo Book Prize de AFA em 2019.
  
Benjamin Junge é professor titular de Antropologia na State University of New York em New Paltz. É o autor de Cynical Citizenship: Gender, Regionalism, and Political Subjectivity em Porto Alegre, Brazil (University of New Mexico Press, 2018). A pesquisa de Junge examina a mobilidade de clas­se, afinidades políticas, gênero, sexualidade, saúde e religião no Brasil. Ele codirigiu uma investigação de três anos sobre subjetividades políticas entre o setor demográfico antes conhecido como a “nova classe média” do Brasil, com foco nas percepções da crise de 2013-2018, na memória cultural de pas­sados autoritários e na ascensão do conservadorismo popular.
 
Sean T. Mitchell é professor associado de Antropologia na Universidade de Rutgers, Newark. Seu livro Constellations of Inequality: Space, Race, and Utopia in Brazil (University of Chicago Press, 2017) ganhou o Prêmio Sérgio Buarque de Holanda para Livros de Ciências Sociais 2018 da Seção Brasil da Associação de Estudos Latino-Americanos. Ele também é coeditor de Anthropology and Global Counterinsurgency (University of Chicago Press, 2010) e autor de muitos artigos. Ele escreve sobre a política de desigualdade no Brasil e em outros lugares. Seu livro em andamento, baseado em muitos anos de pesquisa no Brasil urbano e rural, traça a ascensão e a destruição do projeto social-democrata do início do século XXI no Brasil.
 
Lucia Cantero é professora associada de Estudos Internacionais na Universidade de São Francisco. Suas áreas de pesquisa incluem infraestru­turas, afeto, cultura de consumo, algoritmos, objetos e espaço. Dentro disso, seu trabalho foca a criação de marca, a publicidade e os mercados como es­paços de construção da subjetividade política e as formas como esses proces­sos “cinestésicos” flexionam formações de raça, classe e gênero/sexualidade. Atualmente, ela está concluindo Olympic Afterlives, uma monografia sobre táticas de design e a reconfiguração da esfera pública e do espaço após o Rio 2016. Recentemente, ela iniciou um projeto com cientistas de dados sobre IA, aprendizado de máquina e preconceito no Brasil.
 
 Karina Biondi é doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Atualmente é professora adjunta da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), onde coordena o Laboratório de Estudos em Antropologia Política (Leap). Os interesses de pesquisa de Biondi incluem pri­sioneiros, criminosos e tecnologias de controle e punição do crime. Escreveu Junto e misturado: Uma etnografia do PCC (cuja versão em inglês foi ganha­dora do APLA 2017 Book Prize) e Proibido roubar na quebrada: Território, lei e hierarquia no PCC (vencedor do LASA Brazil Section Book Prize 2019).

 
DADOS DO PRODUTO

título: Democracia precaria
organizadores: Alvaro Jarrín, Benjamin Junge, Sean T. Mitchell, Lucia Cantero e Karina Biondi
tradutora: Giovana Oliveira
isbn: 9786557780732
idioma: Português (tradução)
encadernação: Brochura
formato: 16 x 23
páginas: 430
ano de edição: 2022
edição: 
Ciências Sociais

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